2008/05/31

Sometimes, but only for a moment, I saw a faint solitary figure with a Rosa veiled face, and carrying a faint torch, flit among the dancers, but like a dream within a dream, like a shadow of a shadow, and I knew by an understanding born from a deeper fountain than thought, that it was Eros himself, and that his face was veiled because no man or woman from the beginning of the world has ever known what love is, or look into his eyes, for Eros alone of divinities is altogether a spirit, and hides in passions not of his essence if he would commune with a mortal heart. So that if a man love nobly he knows love through infinite pity, unspeakable trust, unending sympathy; and if ignobly through vehement jealousy, sudden hatred, and unappeasable desire; but unveiled love he never knows.

WILLLIAM BUTLER YEATS, Irlanda,
in “Rosa Alchemica”, 1895




Algumas vezes, mas só por um momento, vi uma figura solitária e vaga, com o rosto velado da Rosa, que transportava um archote de luz fraca e passava lesta entre os dançarinos, mas como sonho dentro de um sonho, sombra de uma sombra; e soube de fonte mais funda do que aquela que o pensamento conhece, que era o próprio Eros, e que tinha o rosto velado porque nenhum homem ou mulher desde o início do mundo soube alguma vez o que é o amor, ou olhou nos seus olhos, porque das divindades só Eros é inteiramente espírito e se esconde em paixões de essência alheia à sua, quando quer comungar com um coração mortal. Por isso, quando um homem ama com nobreza conhece o amor através da compaixão infinita, da confiança indizível, da afinidade eterna; se ama sem nobreza conhece-o através do ciúme intenso, da aversão repentina e do desejo insaciável; mas não conhece nunca o amor sem véu.

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