2014/05/22


Know me come eat with me. Royal sturgeon. High sheriff, Coffey, the butcher, right to venisons of the forest from his ex. Send him back the half of a cow. Spread I saw down in the Master of the Rolls' kitchen area. Whitehatted chef like a rabi. Combustible duck. Curly cabbage à la duchesse de Parme. Just as well to write it on the bill of fare so you can know what you've eaten too many drugs spoil the broth. I know it myself. Dosing it with Edwards' desiccated soup. Geese stuffed silly for them. Lobsters boiled alive. Do ptake some ptarmigan. Wouldn't mind being a waiter in a swell hotel. Tips, evening dress, halfnaked ladies. May I tempt you to a little more filleted lemon sole, miss Dubedat? Yes, do bedad. And she did bedad. Huguenot name I expect that. A miss Dubedat lived in Killiney I remember. Du, de la, French.


JAMES JOYCE, Irlanda,
em Ulysses, 1922



Conhece-me anda comer comigo. Esturjão real. Xerife-mor, Coffey, o talhante com direito aos veados da floresta da ex-mulher. Devolver-lhe a metade duma vaca. Folha de jornal que vi lá em baixo, na zona da cozinha do Patrão do Rolls. Chef de chapéu branco qual rabi. Pato combustível. Couve frisada à la duchesse de Parme. É bom escreverem na ementa para podermos saber o que comemos drogas a mais estragam o caldo. Sei por mim. Tomar pequenas doses com a sopa seca do Edward. Para eles, gansos empanturrados até cair. Lagostas cozidas vivas. Ptoma o ptarmesão. Não me importava de ser criado de mesa num hotel chique. Gorjetas, traje de noite, senhoras seminuas. Posso tentá-la com mais um filetezinho de linguado com limão, miss Dubedat? Sim, dá bedade. E bedadeu mesmo. Nome huguenote, suponho. Lembro-me que vivia em Killiney uma miss Dubedat. Du, de la, francesa.

2014/05/10

                                          PIERRE-AUGUSTE RENOIR, "Les Baigneuses"
Beauty: it curves: curves are beauty. Shapely goddesses, Venus, Juno: curves the world admires. Can see them library museum standing in the round hall, naked goddesses. Aids to digestion. They don't care what man looks. All to see. Never speaking, I mean to say to fellows like Flynn. Suppose she did Pygmalion and Galatea what would she say first? Mortal! Put you in your proper place. Quaffing nectar at mess with gods, golden dishes, all ambrosial. Not like a tanner lunch we have, boiled mutton, carrots and turnips, bottle of Allsop. Nectar, imagine it drinking electricity: god's food. Lovely forms of woman sculpted Junonian. Immortal lovely. And we stuffing food in one hole and out behind: food, chyle, blood, dung, earth, food: have to feed it like stoking an engine. They have no. Never looked. I'll look today. Keeper won't see. Bend down let something fall see if she.

JAMES JOYCE, Irlanda
em Ulysses, 1922



Beleza: é curva: curvas são beleza. Deusas torneadas, Vénus, Juno: curvas que o mundo admira. Posso vê-las museu da biblioteca de pé no átrio redondo, deusas nuas. Ajuda a digestão. Não ligam ao aspecto do homem. Tudo para ver. Sem nunca falar, penso dizer a tipos como Flynn. Imagina que ela fazia Pigmalião e Galateia o que diria logo? Mortal! Põe-te no teu lugar. A emborcar néctar numa barafunda com deuses, pratos dourados, tudo de ambrósia. Não como o almoço de tanoeiro que temos, carneiro cozido, nabos e cenouras, garrafa de Allsop. Néctar, imagina-o a beber electricidade: alimento dos deuses. Formas encantadoras de mulher esculpidas por Juno. Encantadoras imortais. E nós a enfiar comida por um buraco e ela a sair por trás: alimento, muco, sangue, estrume, terra, alimento: tem de se alimentar como quem abastece um motor. Não têm. Nunca olhei. Vou olhar hoje. A vigilante não vai ver. Curvo-me deixo cair qualquer coisa a ver se ela.