2014/05/10

Beauty: it curves: curves are beauty. Shapely goddesses, Venus, Juno: curves the world admires. Can see them library museum standing in the round hall, naked goddesses. Aids to digestion. They don't care what man looks. All to see. Never speaking, I mean to say to fellows like Flynn. Suppose she did Pygmalion and Galatea what would she say first? Mortal! Put you in your proper place. Quaffing nectar at mess with gods, golden dishes, all ambrosial. Not like a tanner lunch we have, boiled mutton, carrots and turnips, bottle of Allsop. Nectar, imagine it drinking electricity: god's food. Lovely forms of woman sculpted Junonian. Immortal lovely. And we stuffing food in one hole and out behind: food, chyle, blood, dung, earth, food: have to feed it like stoking an engine. They have no. Never looked. I'll look today. Keeper won't see. Bend down let something fall see if she.

JAMES JOYCE, Irlanda
em Ulysses, 1922



Beleza: é curva: curvas são beleza. Deusas torneadas, Vénus, Juno: curvas que o mundo admira. Posso vê-las museu da biblioteca de pé no átrio redondo, deusas nuas. Ajuda a digestão. Não ligam ao aspecto do homem. Tudo para ver. Sem nunca falar, penso dizer a tipos como Flynn. Imagina que ela fazia Pigmalião e Galateia o que diria logo? Mortal! Põe-te no teu lugar. A emborcar néctar numa barafunda com deuses, pratos dourados, tudo de ambrósia. Não como o almoço de tanoeiro que temos, carneiro cozido, nabos e cenouras, garrafa de Allsop. Néctar, imagina-o a beber electricidade: alimento dos deuses. Formas encantadoras de mulher esculpidas por Juno. Encantadoras imortais. E nós a enfiar comida por um buraco e ela a sair por trás: alimento, muco, sangue, estrume, terra, alimento: tem de se alimentar como quem abastece um motor. Não têm. Nunca olhei. Vou olhar hoje. A vigilante não vai ver. Curvo-me deixo cair qualquer coisa a ver se ela.

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